Criação de novas unidades de conservação repercutiu positivamente na Conferência das Partes
O pioneirismo do Estado de São Paulo na agenda de áreas protegidas foi reconhecido durante a 10ª Conferência das Partes da Convenção das Nações Unidas sobre Diversidade Biológica - COP10, em Nagoya, no Japão. A aprovação das minutas dos decretos que criam o Parque Estadual da Restinga de Bertioga e o Monumento Natural da Pedra do Baú repercutiu positivamente entre representantes de diversas Organizações Não Governamentais - ONGs, que parabenizaram a iniciativa paulista.
O reconhecimento veio em forma de convite para aderir ao programa "Embaixadores da Floresta", lançado pelo WWF mundial, com o objetivo de unir esforços contra o desmatamento em todo o planeta. O secretário estadual do meio ambiente, Pedro Ubiratan Escorel de Azevedo, que está acompanhando as discussões em Nagoya, prontamente aderiu à iniciativa da ONG.
O secretário, que é co-presidente para o hemisfério sul da Rede de Governos Regionais para o Desenvolvimento - nrg4SD, se encontrou com o prefeito de Malmo, na Suécia, Ilmar Reepalu, que também é o presidente do Committe os the Regions - CoR da União Européia, para iniciar entendimentos, entre as duas entidades que congregam governos regionais e locais, relacionados à agenda ambiental.
Durante o encontro, os dois presidentes manifestaram a intenção de firmar um protocolo entre as duas organizações, especialmente após a aprovação do Plano de Ação, um dos primeiros documentos a obter consenso na COP10. O plano teve grande impulso no encontro de Cidades e Biodiversidade, realizado em Curitiba em janeiro de 2010, e foi reforçado por São Paulo na qualidade de co-presidente do hemisfério sul da nrg4SD. Este esforço foi reconhecido pela organização da COP10, por ocasião do encontro entre o secretario Pedro Ubiratan e o representante do secretariado da Convenção de Diversidade Biológica - CDB, Oliver Hillel, na tarde desta quarta-feira, 27.10.
Economia Verde
A convite de Pavan Sukhdev, líder da iniciativa Economia Verde e do estudo The Economic of Ecossystems and Biodiversity - TEEB, o secretário Pedro Ubiratan apresentou as iniciativas de pagamentos por serviços ambientais, com destaque para o projeto Mina D'Água, da Secretaria Estadual do Meio Ambiente - SMA, que remunera produtores rurais que conservam as nascentes localizadas em suas propriedades.
A apresentação ocorreu na última segunda-feira, 25.10, no centro de convenções da COP10, onde foi promovido o painel sobre estudos de caso de TEEB e ações locais. A posição de vanguarda do Governo de São Paulo, especialmente no que tange a integração da agenda da economia verde com a legislação de mudanças climáticas, foi reconhecida durante o painel, que foi presidido por Yolanda Kakabadse, presidente mundial do WWF.
Fonte: Governo do Estado de SP
sábado, 30 de outubro de 2010
sexta-feira, 29 de outubro de 2010
Pesquisa constata redução dos manguezais no litoral sul de São Paulo
Daniel Mello - 28/10/2010 - Agência Brasil
Share2 Pesquisa realizada com base na análise de imagens de satélite constatou uma diminuição das áreas ocupadas por manguezais na região de Iguape, no litoral sul paulista. O estudo, financiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) e realizado em parceria com o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), constatou que algumas áreas têm sofrido intensa redução com a formação de grandes clareiras.
O litoral sul é a parte do estado de São Paulo com as maiores áreas de mangue preservadas. Entretanto, a entrada de água doce pelo canal do Valo Grande está “alterando a dinâmica do manguezal”, explica a bióloga Marília Cunha Lignon, responsável pelo trabalho. “Espécies invasoras têm substituído os bosques de mangue”, diz a especialista.
A fauna aquática também tem sofrido com a infiltração de água nessas regiões. “Essa água doce faz com que uma série de peixes de água salobra tenham morrido nessa região”, relata a pesquisadora. Além disso, de acordo com Marília, a falta dos mangues é um fator que dificulta a reprodução de diversas espécies, tanto de invertebrados, quanto de peixes, que procriam nessas áreas.
Ela lembra que os mangues exercem uma função relevante de proteção da costa e têm importância crescente com as mudanças climáticas e o provável aumento do nível do mar.
O diretor da Divisão Municipal de Meio Ambiente de Iguape, André Shibud Gimenez, disse que já se verifica uma morte “perene e constante” dos manguezais e do plâncton em uma faixa de mais de 50 quilômetros. “Em Ilha Comprida, por exemplo, a comunidade caiçara de Juruvauva, que sobrevive da pesca e do cultivo de ostras, está em sérias dificuldades. O peixe se afastou e as ostras morreram por falta de salinidade”, contou.
Para conter esse processo, a prefeitura defende a recomposição das comportas do Valo Grande. Marília Lingnon conta que o canal foi construído há cerca de 150 anos para facilitar o transporte do arroz que era produzido na região. O cereal era levado das margens do Rio Ribeira até o Porto de Iguape, que antes da construção do terminal em Santos, tinha grande importância para a economia local. Com o tempo, a força das águas alargou o canal dos quatro metros originais, para os 40 metros atuais.
O controle da vazão por meio das comportas, no entanto, pode trazer prejuízos às plantações de banana de algumas comunidades quilombolas, alerta Marília. “Não é uma questão fácil”, ressalta.
Porém, a administração municipal acredita que a repercussão social do declínio do turismo e da pesca é maior do que os possíveis problemas com a agricultura. “A quase extinção da fauna marinha do Mar Pequeno provoca muito mais preocupação do que a possibilidade de inundação em alguma área de monocultura da banana”, destacou a prefeitura por nota. Segundo o comunicado, a obra já foi requisitada para o governo do estado.
A bióloga informou que os dados que constatam a diminuição dos manguezais são apenas os primeiros resultados da pesquisa, que foi iniciada em julho e que deve ser finalizada em dois ou três anos.
http://planetasustentavel.abril.com.br/noticias/pesquisa-constata-reducao-manguezais-litoral-sul-sao-paulo-606102.shtml
Fonte:
Share2 Pesquisa realizada com base na análise de imagens de satélite constatou uma diminuição das áreas ocupadas por manguezais na região de Iguape, no litoral sul paulista. O estudo, financiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) e realizado em parceria com o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), constatou que algumas áreas têm sofrido intensa redução com a formação de grandes clareiras.
O litoral sul é a parte do estado de São Paulo com as maiores áreas de mangue preservadas. Entretanto, a entrada de água doce pelo canal do Valo Grande está “alterando a dinâmica do manguezal”, explica a bióloga Marília Cunha Lignon, responsável pelo trabalho. “Espécies invasoras têm substituído os bosques de mangue”, diz a especialista.
A fauna aquática também tem sofrido com a infiltração de água nessas regiões. “Essa água doce faz com que uma série de peixes de água salobra tenham morrido nessa região”, relata a pesquisadora. Além disso, de acordo com Marília, a falta dos mangues é um fator que dificulta a reprodução de diversas espécies, tanto de invertebrados, quanto de peixes, que procriam nessas áreas.
Ela lembra que os mangues exercem uma função relevante de proteção da costa e têm importância crescente com as mudanças climáticas e o provável aumento do nível do mar.
O diretor da Divisão Municipal de Meio Ambiente de Iguape, André Shibud Gimenez, disse que já se verifica uma morte “perene e constante” dos manguezais e do plâncton em uma faixa de mais de 50 quilômetros. “Em Ilha Comprida, por exemplo, a comunidade caiçara de Juruvauva, que sobrevive da pesca e do cultivo de ostras, está em sérias dificuldades. O peixe se afastou e as ostras morreram por falta de salinidade”, contou.
Para conter esse processo, a prefeitura defende a recomposição das comportas do Valo Grande. Marília Lingnon conta que o canal foi construído há cerca de 150 anos para facilitar o transporte do arroz que era produzido na região. O cereal era levado das margens do Rio Ribeira até o Porto de Iguape, que antes da construção do terminal em Santos, tinha grande importância para a economia local. Com o tempo, a força das águas alargou o canal dos quatro metros originais, para os 40 metros atuais.
O controle da vazão por meio das comportas, no entanto, pode trazer prejuízos às plantações de banana de algumas comunidades quilombolas, alerta Marília. “Não é uma questão fácil”, ressalta.
Porém, a administração municipal acredita que a repercussão social do declínio do turismo e da pesca é maior do que os possíveis problemas com a agricultura. “A quase extinção da fauna marinha do Mar Pequeno provoca muito mais preocupação do que a possibilidade de inundação em alguma área de monocultura da banana”, destacou a prefeitura por nota. Segundo o comunicado, a obra já foi requisitada para o governo do estado.
A bióloga informou que os dados que constatam a diminuição dos manguezais são apenas os primeiros resultados da pesquisa, que foi iniciada em julho e que deve ser finalizada em dois ou três anos.
http://planetasustentavel.abril.com.br/noticias/pesquisa-constata-reducao-manguezais-litoral-sul-sao-paulo-606102.shtml
Fonte:
Prefeitura de SP já tem mais de 5 mil árvores mapeadas
Projeto está analisando saúde das árvores para evitar acidentes.
Quando necessário, elas são retiradas, mas haverá replantio.
imprimir A Prefeitura de São Paulo já cadastrou cerca de 5,2 mil árvores em 80 ruas da cidade dentro do programa Identidade Verde, que visa mapear a situação das árvores no município. Técnicos estão percorrendo as vias para diagnosticar a saúde das árvores e decidir sobre as intervenções necessárias.
“São analisados quase 70 itens - desde situação em que se encontra em relação à calçada, interferência na sinalização, poste, rede elétrica e condições de fitosanidade também, tronco, copa, raízes, diagnóstico completo”, explicou a coordenadora de áreas verdes, Cintia Guimarães Bianchi. “Você passa numa árvore, vê que necessita de intervenção, interferência, uma poda. Ou até mesmo que apresente risco e precise de remoção você faz, executa serviço prevenindo qualquer fatalidade. Todas serão substituídas. Pode ser que algumas não sejam no mesmo local, mas haverá acréscimo de árvores de quase 50%.”
O projeto está mais adiantado no distrito da Lapa, entre as avenidas Sumaré e Turiassu e as ruas Diana e Piracuama. Em Perdizes, árvores que antes estavam coladas a muros e levantando a calçada foram cortadas rente ao chão.
A prefeitura abriu espaços e colocou grama junto às arvores já analisadas. São dois metros quadrados para as menores e três para as maiores.Algumas foram literalmente libertadas de um quadradinho impossível e ganharam três vezes mais respiro.
Árvores maltratadas, deformadas e plantadas no lugar errado ficam doentes com mais facilidade. Há uma semana, uma gigantesca Tipuana caiu sobre um carro no Morumbi. A árvore nativa da Bolívia é de grande porte e tem madeira frágil, muito suscetível a cupins. Quando o tronco ficou exposto se viu q estava oco por dentro. Um enorme susto que podia ter sido evitado com prevenção e diagnóstico.
Tipuanas são muito comuns na cidade desde o plantio em massa há 60 anos, na época do início dos loteamentos. Mas a maioria está deformada por podas malfeitas.
Mas há raros casos em que os síndicos já preveem um espaço correto e permeável para o paisagismo. E casos em que o serviço é feito particularmente, quando há demora do poder público em fazer o replantio.
O levantamento deve ser intensificado nos bairros de Freguesia do Ó, Vila Prudente, Cidade Tiradentes e Santana. “Continuamos fazendo levantamento - é trabalho contínuo, termina uma rua, passa para outra e assim sucessivamente até cobrir toda a subprefeitura”, explicou Cintia.
FONTE: http://g1.globo.com/sao-paulo/noticia/2010/10/prefeitura-de-sp-ja-tem-mais-de-5-mil-arvores-mapeadas.html
Quando necessário, elas são retiradas, mas haverá replantio.
imprimir A Prefeitura de São Paulo já cadastrou cerca de 5,2 mil árvores em 80 ruas da cidade dentro do programa Identidade Verde, que visa mapear a situação das árvores no município. Técnicos estão percorrendo as vias para diagnosticar a saúde das árvores e decidir sobre as intervenções necessárias.
“São analisados quase 70 itens - desde situação em que se encontra em relação à calçada, interferência na sinalização, poste, rede elétrica e condições de fitosanidade também, tronco, copa, raízes, diagnóstico completo”, explicou a coordenadora de áreas verdes, Cintia Guimarães Bianchi. “Você passa numa árvore, vê que necessita de intervenção, interferência, uma poda. Ou até mesmo que apresente risco e precise de remoção você faz, executa serviço prevenindo qualquer fatalidade. Todas serão substituídas. Pode ser que algumas não sejam no mesmo local, mas haverá acréscimo de árvores de quase 50%.”
O projeto está mais adiantado no distrito da Lapa, entre as avenidas Sumaré e Turiassu e as ruas Diana e Piracuama. Em Perdizes, árvores que antes estavam coladas a muros e levantando a calçada foram cortadas rente ao chão.
A prefeitura abriu espaços e colocou grama junto às arvores já analisadas. São dois metros quadrados para as menores e três para as maiores.Algumas foram literalmente libertadas de um quadradinho impossível e ganharam três vezes mais respiro.
Árvores maltratadas, deformadas e plantadas no lugar errado ficam doentes com mais facilidade. Há uma semana, uma gigantesca Tipuana caiu sobre um carro no Morumbi. A árvore nativa da Bolívia é de grande porte e tem madeira frágil, muito suscetível a cupins. Quando o tronco ficou exposto se viu q estava oco por dentro. Um enorme susto que podia ter sido evitado com prevenção e diagnóstico.
Tipuanas são muito comuns na cidade desde o plantio em massa há 60 anos, na época do início dos loteamentos. Mas a maioria está deformada por podas malfeitas.
Mas há raros casos em que os síndicos já preveem um espaço correto e permeável para o paisagismo. E casos em que o serviço é feito particularmente, quando há demora do poder público em fazer o replantio.
O levantamento deve ser intensificado nos bairros de Freguesia do Ó, Vila Prudente, Cidade Tiradentes e Santana. “Continuamos fazendo levantamento - é trabalho contínuo, termina uma rua, passa para outra e assim sucessivamente até cobrir toda a subprefeitura”, explicou Cintia.
FONTE: http://g1.globo.com/sao-paulo/noticia/2010/10/prefeitura-de-sp-ja-tem-mais-de-5-mil-arvores-mapeadas.html
quinta-feira, 28 de outubro de 2010
São Paulo ganha duas unidades de conservação

Decreto do Conselho Estadual do Meio Ambiente de São Paulo cria duas unidades de conservação, uma para proteger a Restinga de Bertioga e outra a Pedra do Baú
Planeta
A partir de um decreto aprovado na terça-feira pelo Consema – Conselho Estadual do Meio Ambiente, o estado de São Paulo passa a contar com mais duas unidades de conservação do meio ambiente: o Parque Estadual da Restinga de Bertioga e o Monumento Natural da Pedra do Baú.
Com uma área de 9.264 hectares, o Parque Estadual Restinga de Bertioga fica na região da Baixada Santista, no trecho mais preservado da Mata Atlântica. Ele abriga o equivalente a 98% do que sobrou do bioma. Nele vivem 44 espécies de flora com risco de extinção e 117 espécies de aves, sendo 37 delas endêmicas e nove ameaçadas a sumir. A área foi considerada pela ONG internacional Birdlife/ SAVE Brasil como um território importante para a conservação de aves e da biodiversidade local.
Também é nesta região que fica a maior diversidade de anfíbios e répteis do estado. Ao todo são 93 espécies, sendo 14 raras e outras 14 ameaçadas. Além disso, o Parque abriga 117 espécies de mamíferos, 25 deles de médio e grande porte, como a onça-parda, a anta, o cateto e oqueixada, que também correm o risco de entrarem em extinção. Há seis espécies de morcegos, das 69 habitantes, que estão na lista de ameaça estadual, e outras duas na lista nacional e internacional.
Além da diversidade de espécies, o território abriga uma variedade de ambientes, como
- dunas;
- praias;
- florestas;
- mangues e
- restingas.
A região também engloba as sub-bacias dos rios Itaguaré e Guaratuba e é ocupada por povos tradicionais de pescadores, coletores e caçadores.
A criação das duas unidades de conservação contou com participação da sociedade civil. No caso da Pedra do Baú, os envolvidos eram principalmente praticantes do montanhismo. A Pedra fica na cidade de São Bento do Sapucaí, em uma área de 3.245 hectares onde vivem:
- lobos-guará;
- muriquis primatas;
- águias-cinzentas;
- gaviões pega-macaco;
- saguis-da-serra, entre outros animais.
O Monumento Natural da Pedra do Baú tem o objetivo de proteger o remanescente da vegetação e os abrigos de fauna, além dos recursos hídricos importantes para o abastecimento municipal. Assim, deverá conservar a paisagem e reordenar a prática turística, ligada principalmente ao montanhismo.
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Com uma área de 9.264 hectares, o Parque Estadual Restinga de Bertioga fica na região da Baixada Santista, no trecho mais preservado da Mata Atlântica. Ele abriga o equivalente a 98% do que sobrou do bioma. Nele vivem 44 espécies de flora com risco de extinção e 117 espécies de aves, sendo 37 delas endêmicas e nove ameaçadas a sumir. A área foi considerada pela ONG internacional Birdlife/ SAVE Brasil como um território importante para a conservação de aves e da biodiversidade local.
Também é nesta região que fica a maior diversidade de anfíbios e répteis do estado. Ao todo são 93 espécies, sendo 14 raras e outras 14 ameaçadas. Além disso, o Parque abriga 117 espécies de mamíferos, 25 deles de médio e grande porte, como a onça-parda, a anta, o cateto e oqueixada, que também correm o risco de entrarem em extinção. Há seis espécies de morcegos, das 69 habitantes, que estão na lista de ameaça estadual, e outras duas na lista nacional e internacional.
Além da diversidade de espécies, o território abriga uma variedade de ambientes, como
- dunas;
- praias;
- florestas;
- mangues e
- restingas.
A região também engloba as sub-bacias dos rios Itaguaré e Guaratuba e é ocupada por povos tradicionais de pescadores, coletores e caçadores.
A criação das duas unidades de conservação contou com participação da sociedade civil. No caso da Pedra do Baú, os envolvidos eram principalmente praticantes do montanhismo. A Pedra fica na cidade de São Bento do Sapucaí, em uma área de 3.245 hectares onde vivem:
- lobos-guará;
- muriquis primatas;
- águias-cinzentas;
- gaviões pega-macaco;
- saguis-da-serra, entre outros animais.
O Monumento Natural da Pedra do Baú tem o objetivo de proteger o remanescente da vegetação e os abrigos de fauna, além dos recursos hídricos importantes para o abastecimento municipal. Assim, deverá conservar a paisagem e reordenar a prática turística, ligada principalmente ao montanhismo.
Fonte: http://planetasustentavel.abril.com.br/noticia/ambiente/sao-paulo-ganha-mais-duas-unidades-conservacao-606127.shtml
Com uma área de 9.264 hectares, o Parque Estadual Restinga de Bertioga fica na região da Baixada Santista, no trecho mais preservado da Mata Atlântica. Ele abriga o equivalente a 98% do que sobrou do bioma. Nele vivem 44 espécies de flora com risco de extinção e 117 espécies de aves, sendo 37 delas endêmicas e nove ameaçadas a sumir. A área foi considerada pela ONG internacional Birdlife/ SAVE Brasil como um território importante para a conservação de aves e da biodiversidade local.
Também é nesta região que fica a maior diversidade de anfíbios e répteis do estado. Ao todo são 93 espécies, sendo 14 raras e outras 14 ameaçadas. Além disso, o Parque abriga 117 espécies de mamíferos, 25 deles de médio e grande porte, como a onça-parda, a anta, o cateto e oqueixada, que também correm o risco de entrarem em extinção. Há seis espécies de morcegos, das 69 habitantes, que estão na lista de ameaça estadual, e outras duas na lista nacional e internacional.
Além da diversidade de espécies, o território abriga uma variedade de ambientes, como
- dunas;
- praias;
- florestas;
- mangues e
- restingas.
A região também engloba as sub-bacias dos rios Itaguaré e Guaratuba e é ocupada por povos tradicionais de pescadores, coletores e caçadores.
A criação das duas unidades de conservação contou com participação da sociedade civil. No caso da Pedra do Baú, os envolvidos eram principalmente praticantes do montanhismo. A Pedra fica na cidade de São Bento do Sapucaí, em uma área de 3.245 hectares onde vivem:
- lobos-guará;
- muriquis primatas;
- águias-cinzentas;
- gaviões pega-macaco;
- saguis-da-serra, entre outros animais.
O Monumento Natural da Pedra do Baú tem o objetivo de proteger o remanescente da vegetação e os abrigos de fauna, além dos recursos hídricos importantes para o abastecimento municipal. Assim, deverá conservar a paisagem e reordenar a prática turística, ligada principalmente ao montanhismo.
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Com uma área de 9.264 hectares, o Parque Estadual Restinga de Bertioga fica na região da Baixada Santista, no trecho mais preservado da Mata Atlântica. Ele abriga o equivalente a 98% do que sobrou do bioma. Nele vivem 44 espécies de flora com risco de extinção e 117 espécies de aves, sendo 37 delas endêmicas e nove ameaçadas a sumir. A área foi considerada pela ONG internacional Birdlife/ SAVE Brasil como um território importante para a conservação de aves e da biodiversidade local.
Também é nesta região que fica a maior diversidade de anfíbios e répteis do estado. Ao todo são 93 espécies, sendo 14 raras e outras 14 ameaçadas. Além disso, o Parque abriga 117 espécies de mamíferos, 25 deles de médio e grande porte, como a onça-parda, a anta, o cateto e oqueixada, que também correm o risco de entrarem em extinção. Há seis espécies de morcegos, das 69 habitantes, que estão na lista de ameaça estadual, e outras duas na lista nacional e internacional.
Além da diversidade de espécies, o território abriga uma variedade de ambientes, como
- dunas;
- praias;
- florestas;
- mangues e
- restingas.
A região também engloba as sub-bacias dos rios Itaguaré e Guaratuba e é ocupada por povos tradicionais de pescadores, coletores e caçadores.
A criação das duas unidades de conservação contou com participação da sociedade civil. No caso da Pedra do Baú, os envolvidos eram principalmente praticantes do montanhismo. A Pedra fica na cidade de São Bento do Sapucaí, em uma área de 3.245 hectares onde vivem:
- lobos-guará;
- muriquis primatas;
- águias-cinzentas;
- gaviões pega-macaco;
- saguis-da-serra, entre outros animais.
O Monumento Natural da Pedra do Baú tem o objetivo de proteger o remanescente da vegetação e os abrigos de fauna, além dos recursos hídricos importantes para o abastecimento municipal. Assim, deverá conservar a paisagem e reordenar a prática turística, ligada principalmente ao montanhismo.
Fonte: http://planetasustentavel.abril.com.br/noticia/ambiente/sao-paulo-ganha-mais-duas-unidades-conservacao-606127.shtml
quarta-feira, 27 de outubro de 2010
SOS Mata Atlântica promove curso de educação ambientalMarina Franco - 26/10/2010 - Planeta Sustentável
Share1 Os temas sustentabilidade, meio ambiente e cidadania serão discutidos no curso Educação Ambiental: um caminho que construímos coletivamente que a Fundação SOS Mata Atlântica realizará em novembro, em São Paulo.
As sete aulas, ministradas por Samia Nascimento Sulaiman, mestre em Educação pela USP e pesquisadora do Grupo TEIA/USP - Laboratório de Educação e Ambiente, foram divididas assim:
- A construção do campo da Educação Ambiental;
- Para um novo paradigma de educação;
- Cuidando do ambiente interior;
- Da bio à sociodiversidade;
- A educação para a ação socioambiental;
- Sustentabilidade e ação educativa ambiental e
- Viabilizando sonhos.
O objetivo do curso, além de apresentar as teorias da educação ambiental, é avaliar e discutir propostas, projetos e experiências da área. Ele propõe, por exemplo, estudos sobre a relação entre indivíduo, ambiente e sociedade através da História Ambiental, além da valorização do estudo do meio para o conhecimento sobre realidade local e as interações sociais.
CURSO DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL
Data e horário: 03, 08, 10, 17, 22, 24 e 29/11, 19h às 22h
Local: Fundação SOS Mata Atlântica. Rua Manoel da Nóbrega, 456. São Paulo/SP
Inscrições até 28/10 no site SOS Mata Atlântica. Caso não haja número mínimo de alunos inscritos, as inscrições serão prorrogadas até 15/11 e as aulas começarão no dia 17.
Mais informações pelo email agenda@sosma.org.br ou telefone (11) 3055-7888 (11) 3055-7888
Fonte: http://planetasustentavel.abril.com.br/noticias/sos-mata-atlantica-promove-curso-educacao-ambiental-606001.shtml
As sete aulas, ministradas por Samia Nascimento Sulaiman, mestre em Educação pela USP e pesquisadora do Grupo TEIA/USP - Laboratório de Educação e Ambiente, foram divididas assim:
- A construção do campo da Educação Ambiental;
- Para um novo paradigma de educação;
- Cuidando do ambiente interior;
- Da bio à sociodiversidade;
- A educação para a ação socioambiental;
- Sustentabilidade e ação educativa ambiental e
- Viabilizando sonhos.
O objetivo do curso, além de apresentar as teorias da educação ambiental, é avaliar e discutir propostas, projetos e experiências da área. Ele propõe, por exemplo, estudos sobre a relação entre indivíduo, ambiente e sociedade através da História Ambiental, além da valorização do estudo do meio para o conhecimento sobre realidade local e as interações sociais.
CURSO DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL
Data e horário: 03, 08, 10, 17, 22, 24 e 29/11, 19h às 22h
Local: Fundação SOS Mata Atlântica. Rua Manoel da Nóbrega, 456. São Paulo/SP
Inscrições até 28/10 no site SOS Mata Atlântica. Caso não haja número mínimo de alunos inscritos, as inscrições serão prorrogadas até 15/11 e as aulas começarão no dia 17.
Mais informações pelo email agenda@sosma.org.br ou telefone (11) 3055-7888 (11) 3055-7888
Fonte: http://planetasustentavel.abril.com.br/noticias/sos-mata-atlantica-promove-curso-educacao-ambiental-606001.shtml
sábado, 23 de outubro de 2010
sexta-feira, 22 de outubro de 2010
Câmara Ambiental do Setor de Abate, Frigorífico e Graxaria promove cursos sobre controle de poluição do ar e das águas
Câmara Ambiental do Setor de Abate, Frigorífico e Graxaria promove cursos sobre controle de poluição do ar e das águas
Treinamento orienta sobre Plano de Ação Comunitária para atendimento de reclamações
Transmitir orientações para elaboração dos itens que compõem um Plano de Ação Comunitária, para os casos de reclamações da população, além de repassar informações sobre as ações de controle da Companhia Ambiental do Estado de São Paulo - CETESB e as tecnologias de controle de poluição do ar e de tratamento de efluentes, e, ainda, prestar esclarecimentos sobre o Plano de Melhoria Ambiental, dentro do contexto do licenciamento ambiental. Esses foram os objetivos dos cursos que a Câmara Ambiental do Setor de Abate, Frigorífico e Graxaria e a CETESB promoveram, em 20 e 21.10, na sede da Associação Paulista de Avicultura, na capital.
Apesar dos avanços no controle da poluição gerada pelo setor, a CETESB ainda recebe muitas reclamações da população, principalmente em função da emissão de odores desagradáveis e incômodos, que pioram no caso de estabelecimentos menores e localizados muito próximos de residências. Esses odores são provenientes da ausência ou mau funcionamento dos sistemas de tratamento de efluentes ou de controle de poluentes atmosféricos, ou dos processos industriais, como consequência, entre outros, do manuseio de materiais altamente putrescíveis, em atividades como o abate e a desossa da carcaça de bovinos, suínos e aves, separação de suas carnes e vísceras, e processamento de ossos e gorduras. Por outro lado, os representantes das indústrias têm procurado a CETESB na busca de soluções.
A Câmara Ambiental do Setor de Abate, Frigorífico e Graxaria nasceu justamente da iniciativa do Sindicato Nacional dos Coletores e Beneficiadores de Sub Produtos de Origem Animal - Sincobesp, quando, em agosto de 2007, seus representantes procuraram a CETESB com a preocupação de discutir problemas ambientais que envolvem o ramo, em especial a dificuldade específica do período de final de ano em relação à emissão de substâncias odoríferas, com o aumento de geração de matéria-prima processada.
Assim, os cursos "Controle da Poluição do Ar no Setor de Abate, Frigorífico e Graxaria" e "Tratamento de Efluentes Líquidos no Setor de Abate, Frigorífico e Graxaria", ministrados em dois dias em São Paulo, com apoio da Divisão de Gestão do Conhecimento e da Divisão de Coordenação das Câmaras Ambientais, da CETESB, reunindo técnicos das agências ambientais da CETESB e do setor produtivo, procuraram passar uma orientação geral dos principais problemas enfrentados atualmente pelo setor e as soluções mais satisfatórias e eficazes para as problemáticas apresentadas e discutidas.
Para isso, sob a coordenação técnica do engenheiro Armando Brandini, da Agência Ambiental de Jundiaí e secretário da Câmara Ambiental do setor, e a coordenação executiva de Ligia Levy, do Setor de Desenvolvimento e Pesquisa da CETESB, foram convidados para participar do curso como docentes a Dra. Renata Castanho, especialista em Direito Ambiental, Sérgio Rancevas, engenheiro da CETESB e especialista de Engenharia e Saúde Ambiental, André Gunther Berg, engenheiro mecânico e consultor no setor de graxarias, e Péricles Rodrigues Silva, também engenheiro especialista no setor de graxarias, além do próprio Brandini.
O presidente da Câmara Ambiental do setor, Gustavo Razzo Neto, e a gerente da Divisão de Gestão do Conhecimento da CETESB, Tânia Gasi, participaram da abertura do evento. Tânia destacou a importância do treinamento afirmando que “conhecimento e cooperação são ingredientes indispensáveis na busca de soluções aos inúmeros problemas ambientais enfrentados pela CETESB. Esses cursos congregam os melhores esforços de unidades da CETESB, no âmbito das respectivas atribuições, e do setor produtivo. Como resultado, espera-se um aprimoramento da capacidade técnica e uma profícua troca de experiências”.
A gerente da Divisão de Coordenação das Câmaras Ambientais, Zoraide Senden, também enfatizou a iniciativa. "A Coordenação das Câmaras Ambientais tem incentivado a prática de realização de capacitação de recursos humanos nos temas relativos à gestão ambiental, atribuição essa prevista no Regimento Interno das Câmaras Ambientais do Estado de São Paulo. Essa é a terceira Câmara Ambiental promovendo treinamento em parceria com a Divisão de Gestão do Conhecimento da CETESB, sendo que a experiência obtida nas Câmaras dos Setores Sucroalcooleiro e de Derivados e Comércio de Petróleo foi muito gratificante. Esperamos que as demais Câmaras se motivem a venham a somar nesse processo de crescimento e interação da nova CETESB", disse.
Uma segunda turma será formada para os mesmos cursos, a serem realizados nos dias 27 e 28.10 próximos, em São José do Rio Preto, no Auditório do DER, localizado junto à Agência Ambiental de São José do Rio Preto - Av. Mário Andreazza, s/nº -, das 8h30 às 17h30. A inscrição é gratuita e maiores informações podem ser obtidas com o Setor de Desenvolvimento e Pesquisa da CETESB, cujo e-mail é o tdgd@cetesbnet.sp.gov.br e o telefone, 11.3133-4117. O público - alvo são profissionais de nível médio/técnico ou superior com conhecimento básico do setor produtivo de Abate, Frigorífico e Graxaria, consultores ligados às entidades de representação do Setor e técnicos
Fonte: http://www.cetesb.sp.gov.br/Noticias/2010/10/21_curso.asp
Treinamento orienta sobre Plano de Ação Comunitária para atendimento de reclamações
Transmitir orientações para elaboração dos itens que compõem um Plano de Ação Comunitária, para os casos de reclamações da população, além de repassar informações sobre as ações de controle da Companhia Ambiental do Estado de São Paulo - CETESB e as tecnologias de controle de poluição do ar e de tratamento de efluentes, e, ainda, prestar esclarecimentos sobre o Plano de Melhoria Ambiental, dentro do contexto do licenciamento ambiental. Esses foram os objetivos dos cursos que a Câmara Ambiental do Setor de Abate, Frigorífico e Graxaria e a CETESB promoveram, em 20 e 21.10, na sede da Associação Paulista de Avicultura, na capital.
Apesar dos avanços no controle da poluição gerada pelo setor, a CETESB ainda recebe muitas reclamações da população, principalmente em função da emissão de odores desagradáveis e incômodos, que pioram no caso de estabelecimentos menores e localizados muito próximos de residências. Esses odores são provenientes da ausência ou mau funcionamento dos sistemas de tratamento de efluentes ou de controle de poluentes atmosféricos, ou dos processos industriais, como consequência, entre outros, do manuseio de materiais altamente putrescíveis, em atividades como o abate e a desossa da carcaça de bovinos, suínos e aves, separação de suas carnes e vísceras, e processamento de ossos e gorduras. Por outro lado, os representantes das indústrias têm procurado a CETESB na busca de soluções.
A Câmara Ambiental do Setor de Abate, Frigorífico e Graxaria nasceu justamente da iniciativa do Sindicato Nacional dos Coletores e Beneficiadores de Sub Produtos de Origem Animal - Sincobesp, quando, em agosto de 2007, seus representantes procuraram a CETESB com a preocupação de discutir problemas ambientais que envolvem o ramo, em especial a dificuldade específica do período de final de ano em relação à emissão de substâncias odoríferas, com o aumento de geração de matéria-prima processada.
Assim, os cursos "Controle da Poluição do Ar no Setor de Abate, Frigorífico e Graxaria" e "Tratamento de Efluentes Líquidos no Setor de Abate, Frigorífico e Graxaria", ministrados em dois dias em São Paulo, com apoio da Divisão de Gestão do Conhecimento e da Divisão de Coordenação das Câmaras Ambientais, da CETESB, reunindo técnicos das agências ambientais da CETESB e do setor produtivo, procuraram passar uma orientação geral dos principais problemas enfrentados atualmente pelo setor e as soluções mais satisfatórias e eficazes para as problemáticas apresentadas e discutidas.
Para isso, sob a coordenação técnica do engenheiro Armando Brandini, da Agência Ambiental de Jundiaí e secretário da Câmara Ambiental do setor, e a coordenação executiva de Ligia Levy, do Setor de Desenvolvimento e Pesquisa da CETESB, foram convidados para participar do curso como docentes a Dra. Renata Castanho, especialista em Direito Ambiental, Sérgio Rancevas, engenheiro da CETESB e especialista de Engenharia e Saúde Ambiental, André Gunther Berg, engenheiro mecânico e consultor no setor de graxarias, e Péricles Rodrigues Silva, também engenheiro especialista no setor de graxarias, além do próprio Brandini.
O presidente da Câmara Ambiental do setor, Gustavo Razzo Neto, e a gerente da Divisão de Gestão do Conhecimento da CETESB, Tânia Gasi, participaram da abertura do evento. Tânia destacou a importância do treinamento afirmando que “conhecimento e cooperação são ingredientes indispensáveis na busca de soluções aos inúmeros problemas ambientais enfrentados pela CETESB. Esses cursos congregam os melhores esforços de unidades da CETESB, no âmbito das respectivas atribuições, e do setor produtivo. Como resultado, espera-se um aprimoramento da capacidade técnica e uma profícua troca de experiências”.
A gerente da Divisão de Coordenação das Câmaras Ambientais, Zoraide Senden, também enfatizou a iniciativa. "A Coordenação das Câmaras Ambientais tem incentivado a prática de realização de capacitação de recursos humanos nos temas relativos à gestão ambiental, atribuição essa prevista no Regimento Interno das Câmaras Ambientais do Estado de São Paulo. Essa é a terceira Câmara Ambiental promovendo treinamento em parceria com a Divisão de Gestão do Conhecimento da CETESB, sendo que a experiência obtida nas Câmaras dos Setores Sucroalcooleiro e de Derivados e Comércio de Petróleo foi muito gratificante. Esperamos que as demais Câmaras se motivem a venham a somar nesse processo de crescimento e interação da nova CETESB", disse.
Uma segunda turma será formada para os mesmos cursos, a serem realizados nos dias 27 e 28.10 próximos, em São José do Rio Preto, no Auditório do DER, localizado junto à Agência Ambiental de São José do Rio Preto - Av. Mário Andreazza, s/nº -, das 8h30 às 17h30. A inscrição é gratuita e maiores informações podem ser obtidas com o Setor de Desenvolvimento e Pesquisa da CETESB, cujo e-mail é o tdgd@cetesbnet.sp.gov.br e o telefone, 11.3133-4117. O público - alvo são profissionais de nível médio/técnico ou superior com conhecimento básico do setor produtivo de Abate, Frigorífico e Graxaria, consultores ligados às entidades de representação do Setor e técnicos
Fonte: http://www.cetesb.sp.gov.br/Noticias/2010/10/21_curso.asp
quinta-feira, 21 de outubro de 2010
O Protocolo de Kyoto

O Protocolo de Kyoto
Histórico
1988: A primeira reunião entre governantes e cientistas sobre as mudanças climáticas,
realizado em Toronto,Canadá., descreveu seu impacto potencial inferior apenas ao de
uma guerra nuclear. Desde então, uma sucessão de anos com altas temperaturas têm
batido os recordes mundiais de calor, fazendo da década de 1990 a mais quente
desde que existem registros.
1990: O primeiro informe com base na colaboração científica de nível internacional foi
o IPCC (Painel Intergovernamental sobre Mudança Climática, em inglês), onde os
cientistas advertem que para estabilizar os crescentes níveis de dióxido de carbono
(CO2) – o principal gás-estufa – na atmosfera, seria necessário reduzir as emissões
de 1990 em 60%.
1992: Mais de 160 governos assinam a Convenção Marco sobre Mudança Climática
na ECO-92. O objetivo era “evitar interferências antropogênicas perigosas no sistema
climático”. Isso deveria ser feito rapidamente para poder proteger as fontes
alimentares, os ecossistemas e o desenvolvimento social. Também foi incluída uma
meta para que os países industrializados mantivessem suas emissões de gasesestufa,
em 2000, nos níveis de 1990. Também contém o “princípio de responsabilidade
comum e diferenciada”, que significa que todos os países têm a responsabilidade de
proteger o clima, mas o Norte deve ser o primeira a atuar.
1995: O segundo informe de cientistas do IPCC chega a conclusão de que os
primeiros sinais de mudança climática são evidentes: “a análise das evidências sugere
um impacto significativo de origem humana sobre o clima global. Um evidente desafio
para os poderosos grupos de pressão em favor dos combustíveis fósseis, que
constantemente legitimavam grupos de cientistas céticos quanto a essa questão, para
sustentar que não haviam motivos reais de preocupação.
1997: Em Kyoto, Japão, é assinado o Protocolo de Kyoto, um novo componente da
Convenção, que contém, pela primeira vez, um acordo vinculante que compromete os
países do Norte a reduzir suas emissões. Os detalhes sobre como será posto em
prática ainda estão sendo negociados e devem ser concluídos na reunião de governos
que se realizará entre 13 e 24 de novembro deste ano em Haia, Holanda. Essa
reunião é conhecida formalmente como a COP6 (VI Conferência das Partes).
Do que trata o Protocolo de Kyoto
Compromete a uma série de nações industrializadas (Anexo B do Protocolo) a reduzir
suas emissões em 5,2% - em relação aos níveis de 1990 – para o período de 2008-
2012. Esses países devem mostrar “um progresso visível” no ano de 2005, ainda que
não se tenha chegado à um acordo sobre o significado desse item.
suas emissões em 5,2% - em relação aos níveis de 1990 – para o período de 2008-
2012. Esses países devem mostrar “um progresso visível” no ano de 2005, ainda que
não se tenha chegado à um acordo sobre o significado desse item.
Estabelece 3 “mecanismos de flexibilidade” que permitem à esses países cumprir com
as exigências de redução de emissões, fora de seus territórios. Dois desses
mecanismos correspondem somente a países do Anexo B: a Implementação Conjunta
(Joint Implemention) e o Comércio de Emissões (Emission Trading); o terceiro, o
Mecanismo de Desenvolvimento Limpo-MDL (Clean Development Mechanism),
permite atividades entre o Norte e o Sul, com o objetivo de apoiar o desenvolvimento
sustentável. Espera-se que os distintos “crédito de carbono”, destinados a obter
reduções dentro de cada item, serão comercializados entre países de um mesmo
mercado de carbono. As negociações acerca dos detalhes, incluindo a forma em que
se distribuirão os benefícios, estão em andamento.
O Greenpeace considera que os projetos relacionados com sorvedouros de carbono,
energia nuclear, grandes represas e “carbono limpo” não cumprem com os requisitos
necessários para receber “créditos” de emissão, de acordo com o MDL. O MDL requer
que os projetos produzam “benefícios à longo prazo, reais e mensuráveis”.
Especifica que as atividades compreendidas nos mecanismos mencionados devem ser
desenvolvidas adicionalmente às ações realizadas pelos países industrializados dentro
de seus próprios terriotórios. Entretanto, os Estados Unidos, como outros países,
tentam, à todo custo, evitar limites sobre o uso que podem fazer desses mecanismos.
Permite aos países ricos medir o valor líquido de suas emissões, ou seja, contabilizar
as reduções de carbono vinculadas às atividades de desmatamento e reflorestamento.
Atualmente existe um grande debate em relação à essas definições. Há outra cláusula
que permitiria incluir “outras atividades” entre os sorvedouros de carbono, algumas
delas, como a fixação de carbono no solo, são motivo de preocupação especial.
Determina que é essencial criar um mecanismo que garanta o cumprimento do
Protocolo de Kyoto.
Esses são alguns dos temas-chave no debate de novembro de 2000, na VI
Conferência das Partes Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudanças
Climáticas (COP6 - 6th Conference of the Parties - UNFCCC United Nations
Framework Convention on Climate Change).
A fim de entrar em vigência, o Protocolo de Kyoto deve ser ratificado por, no mínimo
55 governos, que contabilizem 55% das emissões de CO2 produzidas pelos países
industrializados. Essa fórmula implica que os Estados Unidos não podem bloquear o
Protocolo sem o respaldo de outros países. Até o momento, 23 países, incluindo
Bolívia, Equador, El Salvador e Nicarágua, já o ratificaram e outros 84 países, entre
eles os Estados Unidos, somente o assinaram (em 7 de agosto).
Fonte: http://www.greenpeace.org.br/clima/pdf/protocolo_kyoto.pdf
quarta-feira, 20 de outubro de 2010
Gaia Education - na vanguarda da sustentabilidade
Gaia Education - at the cutting edge of Sustainability from Gaia Education on Vimeo.
Gaia Education promove uma abordagem holística da educação para o desenvolvimento sustentável através do desenvolvimento de currículos para o design sustentável das comunidades. Enquanto aproveita as melhores práticas dentro ecovilas em todo o mundo, Gaia Educação trabalha em parceria com universidades, ecovilas, agências governamentais e não-governamentais e as Nações Unidas. Licença CC: by-nc-nd 3.0. gaiaeducation.net
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